terça-feira, 31 de maio de 2011

Cruz Ancestral-Pedro Almeida.


Cruz Ancestral





Aos pés da cruz-sombra e prece-

Divina benção à luz da vida ,

no olhar do sol.

Sei da minha alma - do que carece-

e tenho a cura pelas mãos do ancestral...



Nas minhas veias a história entranhada

Pois a terra assinala o gên na vida

E guarda,no seu eu, uma verdade

De ser saudade aquerênciada noutra vida



Tiro o chapéu e ergo as mãos na reverencia

A buena crença vêm do canto!-minha essência-

Tenho a cisma de em ti me levantar

Pra ser luzeiro a cantar nesta querência



E assim me ergo feito a vastidão dos ventos...

Canto meu tempo -silhueta de arrebol-

Semblante terno,de um avô em frente as casa,

Sou o meu ontem na moldura do ancestral...



Pedro Almeida

Outono de 2011

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Fronteira da canção nativa-festival de música gaúcha e suas influências-

O festival será no dia 1 de outubro de 2011 e as inscrições estão abertas.

Sugerimos a visualização do site para esclarecimentos , mas algumas informações devem ser lembradas nesse momento:

Presidente da Comissão Julgadora : Frutuoso Araújo

Demais integrantes do Juri: Joca Martins, Nédio Vani, Noé de Vargas

Direção de Palco: Terson Praxedes

Sonorização com Mesa Digital : Chico Sonorizações

Os músicos , além da ajuda de custo, receberão alimentação sábado de meio dia, sábado de noite, e hospedagem.

Lembramos ainda que não haverá limite para os instrumentistas, podendo tocar em quantas composições forem convidados

Intérpretes poderão cantar uma música solo, e uma segunda em dueto ou grupo vocal

Autores poderão passar 2 composições

Será permitida inscrições em espanhol, com o intuito de agregar o folclore de Uruguai, Paraguai e Argentina.
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Para maiores informações, abaixo estão os endereços virtuais do festival.
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Site: http://www.fronteiradacancao.com.br

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E-mail: fronteiradacancao@gmail.com

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Blog: http://www.fronteiradacancao.blogspot.com

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MSN: fronteiradacancao@hotmail.com

Telefone para Contato DDD 49 3444-4168 com Jean Pierre Schneider- Diretor do Grupo Folclórico Parceria

Programa "FUNDAMENTO"

com ROBERTO LUÇARDO

Todo o domingo - das 17 as 19hs
Rádio Nativa FM 93.9 de Piratini - RS

Ouça online:
http://www.nativafmpiratini.com/

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Doma Índia-por:Oscar Scarpati Schwid


(Pintura do artista uruguayo Capurro)
El caballo fue traído de España a América por Pedro de Mendoza, en el año 1.535. Es de origen andaluz berberisco. Inicialmente era de un gran porte, pero se fue adaptando y, por lo tanto, achicando para adaptarse al medio ambiente. Proliferó rápidamente formando inmensas manadas, que se expandieron a lo largo y a lo ancho de la pampa húmeda; luego avanzaron hacia zonas más secas: La pampa, San Luis y Río Negro. Fue en ésta zona donde el caballo adquirió gran rusticidad, característica notoria de nuestro criollo actual.
Y es por el año 1.600 aproximadamente, que el Indio descubre el caballo, y crea su propia manera de domesticarlos y entrenarlos, sin influencia extranjera. Logrando un caballo superior al del conquistador, como se lo reconoce en varios pasajes de la literatura histórica de Argentina. Tal es el caballo del pampa: le enseñaba a galopar boleado, a galopar con la cabeza tapada; a galopar en los médanos, a galopar en los cangrejales, a nadar cruzando lagunas o ríos caudalosos; a saltar zanjas, barrancas o empalizadas; lo hacía echar entre los pajonales ;lo manejaba con las piernas sin utilizar riendas; le enseñaba a quedarse inmóvil durante mucho tiempo(parado o echado);a aguantar la sed o el hambre; a llamarlo con sonidos como silbidos o gritos; lo utilizaba como mangrullo para aguaitar(otear o mirar)el horizonte; a aguantar el calor del fuego; a resistir largas galopadas, atropelladas y violentas rayadas; a Hacer molinetes sobre un cuero; a llevar el indio a la rastra agarrado de la cola.



El método consiste en domar al caballo de acuerdo a su naturaleza, evitando provocarle miedo y dolor, y ganándonos su confianza y lealtad.
Este método nos proporciona, nociones claras de cómo tratar al caballo, y que, cuando y como enseñarle, lo que queremos lograr.
El caballo aprende por persuasión, y esta en nosotros, conocer su naturaleza, comportamiento y psicología, para lograr persuadirlo, y enseñarle, un sin fin de ejercicios, que harán de ese caballo, un animal apto para cualquier disciplina.
En la Doma India, no hace falta ser fuerte, ni tener un físico privilegiado, lo que si se necesita, es conocer el caballo en profundidad, y saber enseñarle, progresivamente, paso a paso, lo que vamos a pedirle en el futuro (por ejemplo, que nos traslade, que salte, que juegue al polo, que se quede quieto, etc.).
Es un método no violento, por que no se castiga al caballo, no se lo palenquea, no se lo tira de la boca, no se lo manea, ni se lo taquea.
El caballo entiende de limites, y es la herramienta que utilizamos, para disciplinarlo, y hacerle entender que es lo que esta permitido, y lo que no esta permitido.

Extraído da página oficial do autor/doma-india.com.ar

quinta-feira, 21 de abril de 2011

NOEL GUARANY(biografia extraída do site oficial do autor)



NOEL GUARANY - Biografia www.probst.pro.br//




Noel Borges do Canto Fabrício da Silva, o Noel Guarany, nasceu no dia 26 de dezembro de 1941, em Bossoroca, então distrito de São Luiz Gonzaga, na região das missões no Rio Grande do Sul e viveu até a adolecência, além de sua terra natal, em Garruchos e São Luiz Gonzaga (Bossoroca emancipou-se em 12/10/1965).
Filho de João Maria Fabrício da Silva e Antoninha Borges do Canto, sua descendência paterna era ligada a José Fabrício da Silva, italiano, que veio de São Paulo e recebeu uma sesmaria de campo na região de Bossoroca, onde se estabeleceu em 1823. Pelo lado materno, descende de Francisco Borges do Canto, irmão de José Borges do Canto, que recebeu várias quadras da sesmaria na região das missões. Francisco nasceu em 1782 e foi estancieiro em São Borja. Os Borges do Canto tiveram grande influência e importância na formação das fronteiras do Rio Grande do Sul, inclusive, José Borges do Canto participou da conquista dos sete povos das missões gaúchas, cuja rendição dos espanhóis ocorreu em 13 de agosto de 1801, capitulação essa endossada por Canto.

Noel, em 1956, com quinze anos de idade, aprendeu tocar sozinho seu primeiro instrumento, um violão com apenas três cordas, depois acordeon. Somente mais tarde passou a usar o violão que se transformaria em seu companheiro inseparável, instrumento com o qual desenvolveu uma técnica própria de tocar.

Em 1960 emigrou para a Argentina, onde trabalhou como tarefeiro de erva-mate, lenhador e balseiro. Esteve em Buenos Aires, depois foi para o Uruguai, Paraguai e Bolívia, lugares onde conviveu com muitos músicos, aperfeiçoou sua arte de tocar violão e aprendeu muito sobre a cultura musical desses países.




Entre 1960 e 1968, peregrinou por todos os países do Prata e por estâncias do Rio Grande do Sul tocando, cantando e aprofundando seu conhecimento sobre a cultura regional. Nessa época gravou um compacto simples, com as músicas "Romance do Pala Velho" e "Filosofia de Gaudério", acompanhado pelo cantor, compositor e músico missioneiro Cenair Maicá, com o qual se apresentava em festivais na Argentina.




Em 1970, Noel e Cenair venceram o VII Festival do Folclore Correntino, em Santo Tomé, na Argentina, com a música Fandango na Fronteira, sendo muito elogiados pelo diretor da Rádio L.R.A. 12, em vista das participações em dois especiais naquela emissora e do grande destaque e sucesso que conquistaram.





Em 1971 Noel gravou seu primeiro LP, "Legendas Missioneiras", que teve como parceiros os gaúchos Jaime Caetano Braum, Glênio Fagundes e Aureliano de Figueiredo Pinto. Nesse ano e no ano seguinte viajou por vários estados fazendo apresentações e divulgando o disco.

Em 1972 casou com Neidi da Silva Machado, missioneira de São Luiz Gonzaga,

e passou a residir em Porto Alegre, para ficar mais próximo dos meios de divulgação.

Em 1973 gravou o segundo LP, "Destino Missioneiro", e continuou viajando, pesquisando e divulgando a música missioneira.


Em 1975 gravou o LP "Sem Fronteira" e participou da gravação dos discos Música Popular do Sul - volumes 2 e 4, produzido por Marcus Pereira Discos, em São Paulo. Nesse ano também criou em Tramandai, na Avenida Beira Mar, a Penha Guarany, um espaço onde se reuniram expressivos nomes do folclore gaúcho.




Em 1976 gravou o LP independente, com Jaime Caetano Braum, "Payador, Pampa e Guitarra", lançado simultaneamente no Brasil e na Argentina, com participação especial de Raul Barboza e Palermo. Nesse ano iniciou um programa na Rádio Guaíba de Porto Alegre e participou do programa Brasil Grande do Sul, com Jaime Caetano Braum e Flávio Alcaraz Gomes, depois passou para a Rádio Gaúcha, onde produziu e apresentou o programa Tradição e Folclore.





Em 1977 foi relançado o LP "Legendas Missioneiras", com o título de "Canto da Fronteira", mais tarde lançado também em CD. Nesse ano Noel realizou um espetáculo na Assembléia Legislativa para divulgar o LP "Payador, Pampa e Guitarra", com participação de Raulito Barboza, Palermo e Argentino Luna.


Em 1978 lançou o LP "Noel Guarany Canta Aureliano de Figueiredo Pinto", que marcou época no Rio Grande do Sul, pois resgatou a obra e memória de um dos maiores poetas do regionalismo gaúcho. Esse disco também foi posteriormente lançado em CD.



Em 1979 gravou o LP "De Pulperia", com músicas de Atahualpa Yupanqui, Anibal Sampayo e Mario Milan Medina, reforçando a intenção de promover a integração com a cultura platina.

Em 1980 gravou o LP "Alma, Garra e Melodia", iniciando a parceria com João Sampaio da Silva, que geraria importantes obras e uma grande amizade. Nes-




sa época começou a se manifestar a doença que iria progressivamente lhe tirar todos os movimentos e condená-lo a um calvário (ataxia cerebral degenerativa), que se arrastou por muitos anos, fazendo com que esquecesse as letras das músicas, o que o deixava mais inquieto e amargo. Percebendo que algo de anormal estava lhe acontecendo, passou a beber com mais freqüência.


Em 1982 lançou o LP "Para o Que Olha Sem Ver", título escolhido em homenagem a Atahualpa Yupanqui, autor da música com o mesmo nome, que foi interpretada pelo Noel no disco. De João Sampaio gravou quatro músicas, consolidando a parceria.

Em 1983 quando morava em Itaqui, escreveu uma carta aberta para a imprensa, expressando o seu descontentamento com o descaso dos órgãos públicos para com a classe dos artistas que gravavam discos. Finalizou a carta dizendo que pararia de cantar até que as autoridades tomassem providências a respeito do assunto.



Em 1984 fixou residência em Santa Maria, local onde morou até o dia de sua morte. Nessa cidade fez contrato com uma produtora para realizar uma série de espetáculos na região centro do Estado. Também foi nesse ano que a gravadora RGE lançou o LP "O Melhor de Noel Guarany" e que foi reeditado o LP "Payador, Pampa e Guitarra".



Em 1985 se retirou dos palcos, atitude coerente com o que afirmara na carta aberta que divulgou para a imprensa em 1983.



Em 1988 gravou com Jorge Guedes e João Máximo, parceiros de São Luiz Gonzaga, o LP "A Volta do Missioneiro". Nesse ano também gravou com Jaime Caetano Braum, Pedro Ortaça e Cenair Maicá o LP "Troncos Missioneiros". Nesse disco já se pode notar que a doença estava afetando o seu registro vocal, pois o vigor e a clareza de outros tempos já não era os mesmos. Nesse ano foi relançado o LP "De Pulperias".







Nos anos seguintes Noel permaneceu recolhido em seu auto exílio, em Santa Maria. A imprensa de todo o Estado, os colegas artistas e os amigos questionavam a ausência do ídolo missioneiro. Sua vida seguia uma via-crucis, com a doença que cada vez mais se acentuava e que aos poucos lhe tirava toda a atividade motora.
No dia 6 de outubro de 1998, com 56 anos de idade, Noel Guarany faleceu na Casa de Saúde de Santa Maria. Seu corpo transladado para o município de Bossoroca, sua terra natal, onde hoje repousa em um mousoléu especialmente construído para abrigar os restos mortais de seu filho mais popular, que morreu autêntico como sempre viveu.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

TANTA VIDA EN CUATRO VERSOS...


Afredo Zitarrosa

Una por mí se moría,
yo me muero por usted,
usted se muere por otro;
qué mundo tan al revés."

Coplas con sabiduría,
que en el camino encontré,
tanta vida en cuatro versos,
pa' mis adentros pensé.

En la puerta de mi casa
tres arbolitos planté,
planté una fe, una esperanza
y un "jamás te olvidaré".

Pero también he plantado,
porque te sé precavida,
un corazón al revés
y una flor que dice: olvida.

Coplas como panaderos,
como nubes, como aquel
mirlo que cantaba manso
a orillas del Arapey.

Yo soy tararira vieja,
que busca lo más profundo,
viveza precisa el hombre
para vivir en el mundo.

Pero también necesita,
y la copla no lo dice,
una mujer compañera,
una canción cuando triste.

El valor todo lo puede,
hay que tenerse confianza,
y lo que el valor no pueda*
lo ha de poder la esperanza.

Coplas que son como un poncho
en un camino invernal
y, al perdido en este mundo,
un agua de manantial.