domingo, 13 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
10°Acampamento da Canção _Vencedores

Muita emoção na entrega da premiação do 10.º Acampamento da Canção Nativa de Campo Bom, na madrugada desse domingo. Autor da letra da música Descendente, Lisandro Amaral recebeu o troféu de 1.º lugar acompanhado pelos dois filhos: João Antônio, de apenas 8 meses (para quem fez a letra, quando nasceu), e Maria Rita, 4 anos. O momento bem representativo emocionou o público. "Cantando nossos ancestrais, divulgamos da melhor maneira nossos descendentes", disse o Lisandro, aplaudidíssimo pelo público que superlotou a estrutura montada para o festival, em sua noite de encerramento no Parque do Trabalhador.
Tanto organizadores quanto músicos comemoraram o sucesso desse retorno do Acampamento da Canção e do Bivaque. Ainda nesse domingo volto aqui para contar mais sobre muitos pontos emocionantes do festival - e também para trazer várias fotos da noite final! Parabéns aos organizadores. Foi uma grande festa da música gaúcha!
*VENCEDORES DO 10.º ACAMPAMENTO DA CANÇÃO:
1.º Lugar: Descendente, com letra de Lisandro Amaral e música Cristian Camargo, na interpretação de Lisandro Amaral
2.º Lugar: Milonga de Campo a Laurindo Pedra, com letra de Fabio Maciel e Gujo Teixeira e música de Vitor Amorim, na interpretação de Marcelo Oliveira e Índio Ribeiro
3.º Lugar: O Espelho no Escuro, com letra de Carlos Omar Villela Gomes e Paulo Ridhi, e música de João Bosco Ayala Rodriguez e Nilton Júnior, na interpretação de Robledo Martins
Melhor Intérprete: Shana Müller em Un Llanto de Cunumi, com letra de Zé Renato Dauth, Diego Muller e Martim Cesar, e música de Juliano Moreno
Melhor Instrumentista: Eduardo Lopes, em Um Romance Chamamecero, de Wilson Vargas e Eduardo Lopes
Melhor Arranjo: Descendente
Melhor Tema sobre o Vale do Sinos e Música Mais Popular: Campo Bom é Um Paraíso, com letra de Roberto Ornes e música de Alexandre Oliveira, que também foi o intérprete
Melhor Indumentária: Quarteto Coração de Potro
*Crédito foto: Tânia Goulart texto:Tânia Goulart-abcdogaucho/jornalnh
sábado, 5 de março de 2011
Luíz Menezes
Ultimo Pouso
Luís Menezes
gentileza de Ivan Ramires
A morte a china ma leva
Traçoeira que até dá pena
Vive a pealar gente buena
Sem se importar com o gaudério
Não sei que estranho mistério
Na minha emoção se espelha
Quando minha alma se ajoelha
Ante a Cruz de um cemitério
Fico por horas bombeando
Fingindo frases ficticias
Que ali ficam com as noticias
Penduradas sobre a losa
Dizendo ó tu boa esposa
Dorme em paz aos pés de Deus
Que dirão então os meus
De mim que sou qualquer coisa
Basta morrer pra ser bueno
Basta sofrer pra ser junto
Quem nasce ou morre de susto
Nem frases fingidas tem
E dizer que no além
As almas são tão iguais
Pra que estes luxos demais
Depois que somos ninguém
Mais feliz é a cruz solita
longe no ermo da estrada
Sem fita sem flor sem nada
Marcando o fim de uma vida
Fica dormindo aquecida
No sol que logo a desbota
Sem frase fria ou lorota
Nesta sesteada comprida
Gosto da cruz do proscrito
Na solidão da campanha
Tendo a garrafa de canha
Por promessa recebida
Me dêem esta cruz perdida
Pra que o gaúcho passando
Viva sempre me acenando
Numa eterna despedida
Tomara que Santo Onofre
Seja no céu meu parceiro
Garanto que o dia inteiro
Vamos beber canha e vinho
E assim farei meu cantinho
Na invernada do Senhor
Serei mais um pecador
Tendo um santo por padrinho
Sei que vão falar de mim
Por mulherengo ou andejo
Mas fica aqui meu desejo
Expresso nesta oração
Não falem de um coração
Que no céu não terá luz
E amarrem bem minha cruz
Com as cordas do meu violão.
Luís Menezes
gentileza de Ivan Ramires
A morte a china ma leva
Traçoeira que até dá pena
Vive a pealar gente buena
Sem se importar com o gaudério
Não sei que estranho mistério
Na minha emoção se espelha
Quando minha alma se ajoelha
Ante a Cruz de um cemitério
Fico por horas bombeando
Fingindo frases ficticias
Que ali ficam com as noticias
Penduradas sobre a losa
Dizendo ó tu boa esposa
Dorme em paz aos pés de Deus
Que dirão então os meus
De mim que sou qualquer coisa
Basta morrer pra ser bueno
Basta sofrer pra ser junto
Quem nasce ou morre de susto
Nem frases fingidas tem
E dizer que no além
As almas são tão iguais
Pra que estes luxos demais
Depois que somos ninguém
Mais feliz é a cruz solita
longe no ermo da estrada
Sem fita sem flor sem nada
Marcando o fim de uma vida
Fica dormindo aquecida
No sol que logo a desbota
Sem frase fria ou lorota
Nesta sesteada comprida
Gosto da cruz do proscrito
Na solidão da campanha
Tendo a garrafa de canha
Por promessa recebida
Me dêem esta cruz perdida
Pra que o gaúcho passando
Viva sempre me acenando
Numa eterna despedida
Tomara que Santo Onofre
Seja no céu meu parceiro
Garanto que o dia inteiro
Vamos beber canha e vinho
E assim farei meu cantinho
Na invernada do Senhor
Serei mais um pecador
Tendo um santo por padrinho
Sei que vão falar de mim
Por mulherengo ou andejo
Mas fica aqui meu desejo
Expresso nesta oração
Não falem de um coração
Que no céu não terá luz
E amarrem bem minha cruz
Com as cordas do meu violão.
Assinar:
Postagens (Atom)
